Secretário de Saúde de Unaí reforça cuidados com a dengue

 Secretário de Saúde de Unaí reforça cuidados com a dengue

Em situação de alto risco de epidemia de dengue, o município de Unaí vive dias de alerta intensos. Várias secretarias estão empenhadas no combate ao mosquito transmissor, realizando ações como mutirões de limpeza e campanhas de conscientização, entre outras. O secretário de Saúde, José Juliano Espindula, fala nesta entrevista sobre a situação no município e reforça a necessidade da participação dos moradores na dura missão de combate ao Aedes Aegypti.

 

JVR – O último levantamento do Aedes aegypti apontou um índice preocupante em Unaí. O que esses números significam?

 

José Juliano – Sim, o último LIRA, realizado em janeiro, mostrou um índice de infestação de 22,5%, o que coloca Unaí em situação de alto risco para a dengue. Isso significa que há muitos focos do mosquito na cidade, mesmo após dois mutirões de limpeza que retiraram mais de 600 toneladas de lixo. Esses dados nos alertam para a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti.

 

JVR – Além da infestação, existe também a preocupação com o sorotipo 3 da dengue. O que isso representa?

 

José Juliano – O sorotipo 3 da dengue voltou a circular no Brasil após 17 anos e já foi identificado em Anápolis-GO, que fica a cerca de 300 km de Unaí. Como muitas pessoas da nossa região viajam para lá, principalmente ligadas ao setor agropecuário, há o risco de trazer o vírus para o município. O grande problema é que a população não tem imunidade contra esse sorotipo, o que pode aumentar os casos e a gravidade da doença.

 

JVR – O que está sendo feito para evitar um surto na cidade?

 

José Juliano – Estamos realizando mutirões para eliminar objetos que acumulam água e podem servir de criadouros do mosquito. Também reforçamos as ações de fiscalização e conscientização da população, porque a melhor forma de combater a dengue é impedir que o mosquito se prolifere. Além disso, estamos em contato com as autoridades estaduais para reforçar a estrutura de atendimento, caso os casos aumentem.

 

JVR – Como a população pode ajudar?

 

José Juliano – A principal ajuda é dentro de casa. Cada morador precisa eliminar recipientes que acumulam água, como vasos, pneus, garrafas e caixas d’água abertas. Também é fundamental permitir a entrada dos agentes de endemias para a inspeção e seguir as orientações da Secretaria de Saúde. Se todos fizerem a sua parte, conseguimos evitar um surto e proteger a população.

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